Festival e reformas no Museu Villa-Lobos

Por Vanessa Manhães

            De 13 a 26 de novembro, o Museu Villa-Lobos promove o 44° Festival Villa-Lobos. A homenagem acontece anualmente na semana em que o maestro faleceu. Depois de sua morte, em novembro de 1959, todo o seu acervo passou para a guarda do museu. Durante 25 anos foi dirigido por Arminda Villa-Lobos, sua esposa.

            Nem sempre o museu esteve na Rua Sorocaba, no bairro de Botafogo, antes se localizava no antigo Palácio da Cultura, no Centro do Rio. Somente em 1986 o museu passou a funcionar em Botafogo, após longos pedidos para a mudança de localização. No antigo prédio, o museu não possuía tanta visibilidade, já que ficava no 9° andar.

            O espaço conta com um acervo vasto e variado, entre: partituras, correspondências, recortes de jornais, programas de concertos, fotografias, livros, objetos pessoais e instrumentos musicais de Villa-Lobos. Podem ser marcadas com antecedência visitas orientadas.

            O público do museu é composto basicamente por estudantes e pesquisadores de história e musica. Apesar de restrito, o movimento tem crescido:

            – Na época do Festival Villa-Lobos, os moradores acabam se interessando mais pelo museu. Todo ano tem aumentado o movimento, mas poderia ser melhor – explica Cristina Mendes, museóloga.

            Atualmente, a sala de exposições está fechada, pois serve de depósito para o acervo da biblioteca que passa por reformas no mobiliário. A administração também prevê digitalizar todas as fotos, partituras e documentos do acervo para facilitar a pesquisa. Pretende-se restaurar o espaço físico do museu ainda em 2007.

            A instituição conta com o apoio da Associação Brasileira de Música (ABM) e a Associação de Amigos do Museu Villa-Lobos (AAMVL). Através dos recursos da ABM e da AAMVL, o museu promove concursos, concertos, saraus e o Festival Villa-Lobos, além de contar com ajuda para divulgação.

            O museu Villa-Lobos fica na Rua Sorocaba, 200, e funciona de segunda a sexta-feira de 10 às 17h 30min. A Administração funciona das 9 às 18 horas, onde os agendamentos para pesquisa podem ser feitos. A entrada para o 44° Festival Villa-Lobos custa R$ 5, associados, estudantes e idosos pagam meia entrada.

Link: http://www.museuvillalobos.org.br

Anúncios

Novo sistema de climatização da Biblioteca Rui Barbosa

Biblio Rui

 Biblioteca Rui Barbosa

Por Sarah Lemos Josué 

             

           Para conservar melhor as 37 mil obras guardadas na Biblioteca Rui Barbosa, a Fundação Casa de Rui Barbosa implantou um projeto de controle ambiental. Trata-se de um novo sistema de climatização que controla os níveis de temperatura e umidade para a preservação do acervo e para a melhoria das condições de conforto dos visitantes.O novo projeto foi realizado em parceria com o Getty Conservation Institute e com o patrocínio da Fundação Vitae.

Shin Maekawa, cientista do Instituto de Conservação Getty (Los Angeles), supervisionou a etapa final de instalação do sistema. O pesquisador vem desenvolvendo, desde os anos de 1980, pesquisas de sistemas alternativos para controle ambiental de edifícios históricos situados nas regiões tropicais quentes e úmidas. “Este acervo merece um tratamento especial. O calor e a umidade acelerariam o processo de deterioração dos livros”, diz Claudia Altschuller, da assessoria de comunicação do museu.

Os freqüentadores aprovaram a idéia. Mariana Antunes, de 73 anos, visitava o museu quando soube da novidade. Mostrou-se entusiasmada. “É sempre bom cuidar do passado”, disse. “As futuras gerações poderão ter acesso a isso tudo”, completa a visitante.A Biblioteca está localizada no edifício histórico que foi residência de Rui Barbosa. A coleção bibliográfica do jurista vem sendo mantida em seu lugar de origem desde que ele habitava a casa.

Foto por André de Almeida

Botafogo se transforma na nova Cinelândia

Arteplex

Sala de cinema do Unibanco Arteplex

por Vanessa Manhães

O espaço Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, comemora em novembro um ano e meio de funcionamento. Construído no lugar dos antigos cinemas Coral e Scala, ele é um conjunto de seis salas com capacidade para 1014 pessoas. Apesar de ser um cinema de rua, todas as salas têm o formato stadium e salas em degraus, de tal forma que, de qualquer local que você esteja, a visibilidade é perfeita. Usualmente, essas configurações são utilizadas em cinemas de shopping centers.

A programação é diversificada, misturando lançamentos cinematográficos mundiais com filmes nacionais, latino-americanos e europeus, exibidos normalmente fora de circuito. Botafogo foi escolhido por possuir um publico variado, que se adequa a proposta inicial das exibições. Além disso, tem boa disponibilidade de transporte público. Segundo Adriana Gomes, gerente administrativa do espaço, o local é freqüentado desde idosos a estudantes:– O Arteplex é visitado por moradores de todo o Rio, de diferentes faixas etárias e classes sociais.Para ela, Botafogo vem ocupando o espaço que antes pertencia a Cinelândia, por reunir diversos cinemas. O espaço ainda dispõe de livraria, bistrô, fotogaleria, bombonière e auditório . O sucesso é tamanho que já existem planos de expansão:– Queremos que o Arteplex ofereça um serviço que beire à perfeição. Já temos propostas de construir novas salas na cidade – explica Adriana.O Unibanco Arteplex está localizado na Praia de Botafogo, 316. Funciona de segunda a sexta-feira das 12 às 23 horas, e sábados e domingos das 10 à meia-noite. Os clientes Unibanco recebem 50% de desconto na compra do bilhete. 

Link: http://www.unibancoarteplex.com.br/rio_de_janeiro.htm

Foto por André de Almeida

Cultura indígena em Botafogo

museu-do-indio3.jpg

Oca construída no pátio do museu

 

Por Thiago Carvalho

Na aprazível Rua das Palmeiras, na casa de número 55 fica um importante espaço de cultura: O Museu do Índio. Sua relevância vai muito além do âmbito do bairro ou do município. O museu é, infelizmente, um dos pouco que tratam do tema, no Brasil.

Assim que se entra na área de exposições, vê-se a procedência dos visitantes. Norte-americanos, canadenses, holandeses e gente do Brasil inteiro passam por lá. As exposições sempre são renovadas e, portanto, os moradores de Botafogo podem visitar o espaço diversas vezes.         O espaço começou a existir em 1953, no Maracanã e a partir de 78 mudou-se para o atual bairro, Botafogo. É uma vertente da FUNAI e conta com pesquisa de campo, antropólogos e indianistas. Lá, ainda exporta-se conhecimento sobre organização de outros projetos de cunho indigenista.

Segundo Sandra Rosa, museóloga que trabalha no local, o Museu do Índio é importantíssimo para o bairro como centro de cultura, informação e até lazer. É referência cultural, na medida em que é o mais famoso espaço dedicado a esta parcela sofrida do povo brasileiro, que tanto influenciou os hábitos do país. Como área de lazer, segundo ela, o museu é freqüentado por mães e babás, além de alunos e professores do Colégio Princesa Isabel, na mesma rua.

O museu faz programas específicos para idosos e crianças. A pesquisadora afirma que a visita de crianças ao museu é muito importante pois, a longo prazo, poderá ajudar a diminuir o preconceito. Segundo ela, a discriminação contra o índio está enraizada na sociedade brasileira. Ela cita, por exemplo, que certos livros aprovados pelo MEC ensinam nas escolas que o índio é preguiçoso, o que ofende a etnia indígena e o um terço da população brasileira que dela descende.

Os projetos voltados para crianças são constantes. “São feitas atividades antes da visita para envolver as crianças, já que sua percepção é diferente da dos adultos.” Diz Sandra Rosa. As exposições que mais agradam ao gosto dos pequenos freqüentadores são as que se podem tocar, mexer e entrar, como, por exemplo, as casas de povos indígenas montadas nos pátios do museu.

A exposição atual do museu é sobre o povo Wajãpi e o espaço funciona de terça a sexta, das 9h às 17h30min e aos sábados, domingos e feriados,das 13h às 17h.

Foto por Vanessa Manhães

Espaço aberto e plural

casa-de-rui-barbosa.JPG

Casa Rui Barbosa

Por André de Almeida

Com um acervo de mais de 110 mil obras – entre livros, revistas e periódicos – a Fundação Casa Rui Barbosa é um misto de museu e biblioteca. Alguns originais e obras de diversos autores, como Clarisse Lispector, fazem parte do acervo. O empréstimo das obras é restrito às instituições, os visitantes podem consultar ou solicitar cópias. Localizado na Rua São Clemente, o espaço foi fundado como museu em 1927, inicialmente guardando arquivos e objetos de Rui Barbosa.

Os livros ficam estocados num depósito no subsolo e para consultar uma obra é preciso marcar com no mínimo seis horas de antecedência. Não são permitidos grupos muito grandes, são aceitos no máximo três pessoas por obra. E apesar do rigor, a biblioteca é muito procurada.

Cláudia Altschuller, assessora de comunicação da Casa, afirmou que o espaço também é usado para cineclubes, concertos e outros eventos gratuitos. Cláudia acredita que a contribuição para o bairro é significativa:

– O jardim fica aberto, várias pessoas ficam passeando aqui. O bairro precisa de mais espaços assim, ligando cultura e tranqüilidade. Quando sai alguma reportagem no jornal há uma maior procura. A instituição está elaborando projetos para aumentar a visitação.

Mensalmente, no primeiro domingo, a biblioteca infantil Maria Mazzetti (que pertence a Casa) organiza atividades para crianças. A Fundação Casa Rui Barbosa está situada na Rua São Clemente, 134. O jardim funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas; sábados e domingos, das 9 às 18 horas. O museu e a biblioteca funcionam de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas; sábados e domingos, das 14 às 18 horas.

Link: http://www.casaruibarbosa.gov.br/default.asp

 Foto por Vanessa Manhães

Solar abre suas portas

Solar

Cláudia Lira e Leonardo Franco

Foto de divulgação

Por Vanessa Manhães

Inaugurado no último dia 18 em uma festa privada, o Centro Cultural Solar de Botafogo entra para a programação cultural carioca, recém-inaugurado na rua General Polidoro. O espaço pertence ao casal de atores Cláudia Lira e Leonardo Franco. O Solar conta com um café, um cyber-café, uma galeria e um teatro. Para o público, que pôde começar a visitar a partir do dia 23, está disponível a exposição dos quadros de Taumaturgo Ferreira, também ator.

Os realizadores pretendem abrir espaço para artistas exporem seus trabalhos em outras áreas, como na mostra atual. Para essa semana está programada a inauguração do cyber-café. Na segunda semana de novembro começam as atividades do cineclube, todas as terças e quintas-feiras. Em dezembro estreará a primeira peça teatral do espaço, a ser encenada por Leonardo e Cláudia.No Solar, a decoração de cada ambiente está ligada alguma forma de arte e  é assinada por diversos arquitetos renomados convidados pelos idealizadores: . o banheiro, projetado por Cláudia Brassaroto, possui películas de filmes no teto, Chico Gouveia é responsável pelo Café Concerto, onde acontecerão shows e pequenos eventos e Flávia Santoro e Daniele Parreira assinam o cyber-café.

A divulgação, que começou a partir da abertura para o público, está sendo feita em jornais e através de malas-diretas. Segundo a administradora do espaço, Carmem Guimarães, os moradores de Botafogo têm se interessado:– Desde a reforma, algumas pessoas procuram saber o que é. Agora que abrimos, os moradores têm nos visitado – explica ela.Carmem acredita que o Solar vem se juntar aos espaços culturais do bairro, contribuindo para tornar a cultura mais acessível. O Centro Cultural Solar de Botafogo está localizado na Rua General Polidoro, 180. Funciona provisoriamente das 10 às 18 horas de segunda a sexta-feira, com entrada franca.

Link: http://www.solardebotafogo.com.br/

Levantou Poeira

Teatro Poeira

Andréa Beltrão e Marieta Severo

Foto de divulgação

 

Por Sarah Lemos Josué

As atrizes e amigas Marieta Severo e Andréa Beltrão escolheram Botafogo para a realização de um projeto que ficou muitos anos na gaveta por falta de patrocínio. Localizado num antigo sobrado, o Teatro Poeira é a maior casa de espetáculos do bairro, além de ser um espaço para se discutir teatro, com workshops, programas de pesquisa, de criação e troca de experiências.

Atualmente, o espaço conta com dois workshops. “A Condição do maravilhoso é o Concreto”, com a professora Fabiana de Mello e Souza, trata do ator como principal agente da criação teatral. O professor Enrique Diaz está ensaiando alguns textos de Tchekhov.

As peças que mais atraem o público são as consideradas “cabeça” ou que tenham nomes famosos, como o do premiado diretor Aderbal Freire-Filho, em cartaz até o dia 5 de novembro com o romance O Púcaro Búlgaro. A peça de estréia, também dirigida por Aderbal, contou com a participação de Marieta Severo e Andréa Beltrão. O teatro tem capacidade para 180 pessoas.

Para o gerente de bilheteria, Eduardo Costa, Botafogo estava mesmo precisando de espaços culturais como esse e como o recém-inaugurado Centro Cultural Solar de Botafogo. Desde que abriu as portas, há 1 ano e 4 meses, o Teatro Poeira é muito elogiado pelos moradores do bairro. A única reclamação dos freqüentadores é o fato de o teatro estar localizado na Rua São João Batista, que está sempre congestionada e não possui estacionamento. Para Eduardo, deveria haver um incentivo da prefeitura para resolver esses problemas, além de colocar mais policiamento no local.

Em cartaz: O Púcaro Búlgaro de quinta a sábado às 21h00 e domingo às 19h00, com preços a partir de 20 reais.

Link: www.teatropoeira.com.br