Monthly Archives: Novembro 2006

Novo sistema de climatização da Biblioteca Rui Barbosa

Biblio Rui

 Biblioteca Rui Barbosa

Por Sarah Lemos Josué 

             

           Para conservar melhor as 37 mil obras guardadas na Biblioteca Rui Barbosa, a Fundação Casa de Rui Barbosa implantou um projeto de controle ambiental. Trata-se de um novo sistema de climatização que controla os níveis de temperatura e umidade para a preservação do acervo e para a melhoria das condições de conforto dos visitantes.O novo projeto foi realizado em parceria com o Getty Conservation Institute e com o patrocínio da Fundação Vitae.

Shin Maekawa, cientista do Instituto de Conservação Getty (Los Angeles), supervisionou a etapa final de instalação do sistema. O pesquisador vem desenvolvendo, desde os anos de 1980, pesquisas de sistemas alternativos para controle ambiental de edifícios históricos situados nas regiões tropicais quentes e úmidas. “Este acervo merece um tratamento especial. O calor e a umidade acelerariam o processo de deterioração dos livros”, diz Claudia Altschuller, da assessoria de comunicação do museu.

Os freqüentadores aprovaram a idéia. Mariana Antunes, de 73 anos, visitava o museu quando soube da novidade. Mostrou-se entusiasmada. “É sempre bom cuidar do passado”, disse. “As futuras gerações poderão ter acesso a isso tudo”, completa a visitante.A Biblioteca está localizada no edifício histórico que foi residência de Rui Barbosa. A coleção bibliográfica do jurista vem sendo mantida em seu lugar de origem desde que ele habitava a casa.

Foto por André de Almeida

Botafogo se transforma na nova Cinelândia

Arteplex

Sala de cinema do Unibanco Arteplex

por Vanessa Manhães

O espaço Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, comemora em novembro um ano e meio de funcionamento. Construído no lugar dos antigos cinemas Coral e Scala, ele é um conjunto de seis salas com capacidade para 1014 pessoas. Apesar de ser um cinema de rua, todas as salas têm o formato stadium e salas em degraus, de tal forma que, de qualquer local que você esteja, a visibilidade é perfeita. Usualmente, essas configurações são utilizadas em cinemas de shopping centers.

A programação é diversificada, misturando lançamentos cinematográficos mundiais com filmes nacionais, latino-americanos e europeus, exibidos normalmente fora de circuito. Botafogo foi escolhido por possuir um publico variado, que se adequa a proposta inicial das exibições. Além disso, tem boa disponibilidade de transporte público. Segundo Adriana Gomes, gerente administrativa do espaço, o local é freqüentado desde idosos a estudantes:– O Arteplex é visitado por moradores de todo o Rio, de diferentes faixas etárias e classes sociais.Para ela, Botafogo vem ocupando o espaço que antes pertencia a Cinelândia, por reunir diversos cinemas. O espaço ainda dispõe de livraria, bistrô, fotogaleria, bombonière e auditório . O sucesso é tamanho que já existem planos de expansão:– Queremos que o Arteplex ofereça um serviço que beire à perfeição. Já temos propostas de construir novas salas na cidade – explica Adriana.O Unibanco Arteplex está localizado na Praia de Botafogo, 316. Funciona de segunda a sexta-feira das 12 às 23 horas, e sábados e domingos das 10 à meia-noite. Os clientes Unibanco recebem 50% de desconto na compra do bilhete. 

Link: http://www.unibancoarteplex.com.br/rio_de_janeiro.htm

Foto por André de Almeida

Cultura indígena em Botafogo

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Oca construída no pátio do museu

 

Por Thiago Carvalho

Na aprazível Rua das Palmeiras, na casa de número 55 fica um importante espaço de cultura: O Museu do Índio. Sua relevância vai muito além do âmbito do bairro ou do município. O museu é, infelizmente, um dos pouco que tratam do tema, no Brasil.

Assim que se entra na área de exposições, vê-se a procedência dos visitantes. Norte-americanos, canadenses, holandeses e gente do Brasil inteiro passam por lá. As exposições sempre são renovadas e, portanto, os moradores de Botafogo podem visitar o espaço diversas vezes.         O espaço começou a existir em 1953, no Maracanã e a partir de 78 mudou-se para o atual bairro, Botafogo. É uma vertente da FUNAI e conta com pesquisa de campo, antropólogos e indianistas. Lá, ainda exporta-se conhecimento sobre organização de outros projetos de cunho indigenista.

Segundo Sandra Rosa, museóloga que trabalha no local, o Museu do Índio é importantíssimo para o bairro como centro de cultura, informação e até lazer. É referência cultural, na medida em que é o mais famoso espaço dedicado a esta parcela sofrida do povo brasileiro, que tanto influenciou os hábitos do país. Como área de lazer, segundo ela, o museu é freqüentado por mães e babás, além de alunos e professores do Colégio Princesa Isabel, na mesma rua.

O museu faz programas específicos para idosos e crianças. A pesquisadora afirma que a visita de crianças ao museu é muito importante pois, a longo prazo, poderá ajudar a diminuir o preconceito. Segundo ela, a discriminação contra o índio está enraizada na sociedade brasileira. Ela cita, por exemplo, que certos livros aprovados pelo MEC ensinam nas escolas que o índio é preguiçoso, o que ofende a etnia indígena e o um terço da população brasileira que dela descende.

Os projetos voltados para crianças são constantes. “São feitas atividades antes da visita para envolver as crianças, já que sua percepção é diferente da dos adultos.” Diz Sandra Rosa. As exposições que mais agradam ao gosto dos pequenos freqüentadores são as que se podem tocar, mexer e entrar, como, por exemplo, as casas de povos indígenas montadas nos pátios do museu.

A exposição atual do museu é sobre o povo Wajãpi e o espaço funciona de terça a sexta, das 9h às 17h30min e aos sábados, domingos e feriados,das 13h às 17h.

Foto por Vanessa Manhães

Espaço aberto e plural

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Casa Rui Barbosa

Por André de Almeida

Com um acervo de mais de 110 mil obras – entre livros, revistas e periódicos – a Fundação Casa Rui Barbosa é um misto de museu e biblioteca. Alguns originais e obras de diversos autores, como Clarisse Lispector, fazem parte do acervo. O empréstimo das obras é restrito às instituições, os visitantes podem consultar ou solicitar cópias. Localizado na Rua São Clemente, o espaço foi fundado como museu em 1927, inicialmente guardando arquivos e objetos de Rui Barbosa.

Os livros ficam estocados num depósito no subsolo e para consultar uma obra é preciso marcar com no mínimo seis horas de antecedência. Não são permitidos grupos muito grandes, são aceitos no máximo três pessoas por obra. E apesar do rigor, a biblioteca é muito procurada.

Cláudia Altschuller, assessora de comunicação da Casa, afirmou que o espaço também é usado para cineclubes, concertos e outros eventos gratuitos. Cláudia acredita que a contribuição para o bairro é significativa:

– O jardim fica aberto, várias pessoas ficam passeando aqui. O bairro precisa de mais espaços assim, ligando cultura e tranqüilidade. Quando sai alguma reportagem no jornal há uma maior procura. A instituição está elaborando projetos para aumentar a visitação.

Mensalmente, no primeiro domingo, a biblioteca infantil Maria Mazzetti (que pertence a Casa) organiza atividades para crianças. A Fundação Casa Rui Barbosa está situada na Rua São Clemente, 134. O jardim funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas; sábados e domingos, das 9 às 18 horas. O museu e a biblioteca funcionam de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas; sábados e domingos, das 14 às 18 horas.

Link: http://www.casaruibarbosa.gov.br/default.asp

 Foto por Vanessa Manhães