Estação Botafogo

Cultura indígena em Botafogo

Novembro 6, 2006 · 1 Comentário

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Oca construída no pátio do museu

 

Por Thiago Carvalho

Na aprazível Rua das Palmeiras, na casa de número 55 fica um importante espaço de cultura: O Museu do Índio. Sua relevância vai muito além do âmbito do bairro ou do município. O museu é, infelizmente, um dos pouco que tratam do tema, no Brasil.

Assim que se entra na área de exposições, vê-se a procedência dos visitantes. Norte-americanos, canadenses, holandeses e gente do Brasil inteiro passam por lá. As exposições sempre são renovadas e, portanto, os moradores de Botafogo podem visitar o espaço diversas vezes.         O espaço começou a existir em 1953, no Maracanã e a partir de 78 mudou-se para o atual bairro, Botafogo. É uma vertente da FUNAI e conta com pesquisa de campo, antropólogos e indianistas. Lá, ainda exporta-se conhecimento sobre organização de outros projetos de cunho indigenista.

Segundo Sandra Rosa, museóloga que trabalha no local, o Museu do Índio é importantíssimo para o bairro como centro de cultura, informação e até lazer. É referência cultural, na medida em que é o mais famoso espaço dedicado a esta parcela sofrida do povo brasileiro, que tanto influenciou os hábitos do país. Como área de lazer, segundo ela, o museu é freqüentado por mães e babás, além de alunos e professores do Colégio Princesa Isabel, na mesma rua.

O museu faz programas específicos para idosos e crianças. A pesquisadora afirma que a visita de crianças ao museu é muito importante pois, a longo prazo, poderá ajudar a diminuir o preconceito. Segundo ela, a discriminação contra o índio está enraizada na sociedade brasileira. Ela cita, por exemplo, que certos livros aprovados pelo MEC ensinam nas escolas que o índio é preguiçoso, o que ofende a etnia indígena e o um terço da população brasileira que dela descende.

Os projetos voltados para crianças são constantes. “São feitas atividades antes da visita para envolver as crianças, já que sua percepção é diferente da dos adultos.” Diz Sandra Rosa. As exposições que mais agradam ao gosto dos pequenos freqüentadores são as que se podem tocar, mexer e entrar, como, por exemplo, as casas de povos indígenas montadas nos pátios do museu.

A exposição atual do museu é sobre o povo Wajãpi e o espaço funciona de terça a sexta, das 9h às 17h30min e aos sábados, domingos e feriados,das 13h às 17h.

Foto por Vanessa Manhães

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Espaço aberto e plural

Novembro 6, 2006 · Deixe um comentário

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Casa Rui Barbosa

Por André de Almeida

Com um acervo de mais de 110 mil obras – entre livros, revistas e periódicos – a Fundação Casa Rui Barbosa é um misto de museu e biblioteca. Alguns originais e obras de diversos autores, como Clarisse Lispector, fazem parte do acervo. O empréstimo das obras é restrito às instituições, os visitantes podem consultar ou solicitar cópias. Localizado na Rua São Clemente, o espaço foi fundado como museu em 1927, inicialmente guardando arquivos e objetos de Rui Barbosa.

Os livros ficam estocados num depósito no subsolo e para consultar uma obra é preciso marcar com no mínimo seis horas de antecedência. Não são permitidos grupos muito grandes, são aceitos no máximo três pessoas por obra. E apesar do rigor, a biblioteca é muito procurada.

Cláudia Altschuller, assessora de comunicação da Casa, afirmou que o espaço também é usado para cineclubes, concertos e outros eventos gratuitos. Cláudia acredita que a contribuição para o bairro é significativa:

- O jardim fica aberto, várias pessoas ficam passeando aqui. O bairro precisa de mais espaços assim, ligando cultura e tranqüilidade. Quando sai alguma reportagem no jornal há uma maior procura. A instituição está elaborando projetos para aumentar a visitação.

Mensalmente, no primeiro domingo, a biblioteca infantil Maria Mazzetti (que pertence a Casa) organiza atividades para crianças. A Fundação Casa Rui Barbosa está situada na Rua São Clemente, 134. O jardim funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas; sábados e domingos, das 9 às 18 horas. O museu e a biblioteca funcionam de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas; sábados e domingos, das 14 às 18 horas.

Link: http://www.casaruibarbosa.gov.br/default.asp

 Foto por Vanessa Manhães

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Solar abre suas portas

Outubro 30, 2006 · Deixe um comentário

Solar

Cláudia Lira e Leonardo Franco

Foto de divulgação

Por Vanessa Manhães

Inaugurado no último dia 18 em uma festa privada, o Centro Cultural Solar de Botafogo entra para a programação cultural carioca, recém-inaugurado na rua General Polidoro. O espaço pertence ao casal de atores Cláudia Lira e Leonardo Franco. O Solar conta com um café, um cyber-café, uma galeria e um teatro. Para o público, que pôde começar a visitar a partir do dia 23, está disponível a exposição dos quadros de Taumaturgo Ferreira, também ator.

Os realizadores pretendem abrir espaço para artistas exporem seus trabalhos em outras áreas, como na mostra atual. Para essa semana está programada a inauguração do cyber-café. Na segunda semana de novembro começam as atividades do cineclube, todas as terças e quintas-feiras. Em dezembro estreará a primeira peça teatral do espaço, a ser encenada por Leonardo e Cláudia.No Solar, a decoração de cada ambiente está ligada alguma forma de arte e  é assinada por diversos arquitetos renomados convidados pelos idealizadores: . o banheiro, projetado por Cláudia Brassaroto, possui películas de filmes no teto, Chico Gouveia é responsável pelo Café Concerto, onde acontecerão shows e pequenos eventos e Flávia Santoro e Daniele Parreira assinam o cyber-café.

A divulgação, que começou a partir da abertura para o público, está sendo feita em jornais e através de malas-diretas. Segundo a administradora do espaço, Carmem Guimarães, os moradores de Botafogo têm se interessado:- Desde a reforma, algumas pessoas procuram saber o que é. Agora que abrimos, os moradores têm nos visitado – explica ela.Carmem acredita que o Solar vem se juntar aos espaços culturais do bairro, contribuindo para tornar a cultura mais acessível. O Centro Cultural Solar de Botafogo está localizado na Rua General Polidoro, 180. Funciona provisoriamente das 10 às 18 horas de segunda a sexta-feira, com entrada franca.

Link: http://www.solardebotafogo.com.br/

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Levantou Poeira

Outubro 30, 2006 · 2 Comentários

Teatro Poeira

Andréa Beltrão e Marieta Severo

Foto de divulgação

 

Por Sarah Lemos Josué

As atrizes e amigas Marieta Severo e Andréa Beltrão escolheram Botafogo para a realização de um projeto que ficou muitos anos na gaveta por falta de patrocínio. Localizado num antigo sobrado, o Teatro Poeira é a maior casa de espetáculos do bairro, além de ser um espaço para se discutir teatro, com workshops, programas de pesquisa, de criação e troca de experiências.

Atualmente, o espaço conta com dois workshops. “A Condição do maravilhoso é o Concreto”, com a professora Fabiana de Mello e Souza, trata do ator como principal agente da criação teatral. O professor Enrique Diaz está ensaiando alguns textos de Tchekhov.

As peças que mais atraem o público são as consideradas “cabeça” ou que tenham nomes famosos, como o do premiado diretor Aderbal Freire-Filho, em cartaz até o dia 5 de novembro com o romance O Púcaro Búlgaro. A peça de estréia, também dirigida por Aderbal, contou com a participação de Marieta Severo e Andréa Beltrão. O teatro tem capacidade para 180 pessoas.

Para o gerente de bilheteria, Eduardo Costa, Botafogo estava mesmo precisando de espaços culturais como esse e como o recém-inaugurado Centro Cultural Solar de Botafogo. Desde que abriu as portas, há 1 ano e 4 meses, o Teatro Poeira é muito elogiado pelos moradores do bairro. A única reclamação dos freqüentadores é o fato de o teatro estar localizado na Rua São João Batista, que está sempre congestionada e não possui estacionamento. Para Eduardo, deveria haver um incentivo da prefeitura para resolver esses problemas, além de colocar mais policiamento no local.

Em cartaz: O Púcaro Búlgaro de quinta a sábado às 21h00 e domingo às 19h00, com preços a partir de 20 reais.

Link: www.teatropoeira.com.br

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Interação com público aumenta interesse por arte

Outubro 23, 2006 · 1 Comentário

Lula Caixa 2

Lula Caixa 2

 

Por Thiago Carvalho

O Centro Lurixs é um espaço de arte contemporânea. Possui obras caras e importantes das décadas de 1930, 1940 e 1950, feitas por diversos artistas. A história do espaço é interessante. O dono, Ricardo Rego, tinha uma grande coleção pessoal de obras e, há três anos, decidiu montar a galeria, que se tornou uma referência no mundo carioca de arte. No acervo estão obras de Hélio Oiticica, Geraldo de Barros, Marconi Moreira, Elisabeth Jobim, de Raul Mourão entre outros.

A galeria é visitada por grupos de estrangeiros do mundo inteiro que preferem conhecer o acervo e o galerista à própria exposição. Segundo Elisângela Fonseca, as exposições de maior sucesso são aquelas nas quais se tenha possibilidade de mexer com a obra e com as pessoas. “Tudo que traga inspiração para o público, que gere interação das pessoas com a obra e o artista”, explica.

Uma curiosa história já ocorreu com uma obra exposta na galeria, o “Lulinha de pelúcia” do artista Raul Mourão. O presidente Lula pediu a Mourão  um exemplar Embora o artista tenha presenteado seu amigo, o jornalista Diogo Mainardi, opositor ferrenho do presidente, se recusou a dar o mesmo presente a Lula, porque criou o boneco exatamente, por odiar o presidente. Depois o artista acabou cedendo e doando um exemplar também ao próprio Lula. A primeira-dama, Marisa da Silva, declarou à imprensa dormir com a réplica enquanto o marido viaja.

Segundo Elisângela Fonseca, assistente financeira, o espaço contribui para que Botafogo seja um importante bairro para a área cultural do Rio:

– Botafogo é um dos maiores centros culturais da cidade. Não é Centro da Cidade com seus museus nem Ipanema com suas galerias, mas já faz parte do circuito por ser um bairro contemporâneo. Tem a recém inaugurada Solar, temos casarões que podem se tornar grandes centros culturais.

Ainda segundo ela, o número de freqüentadores aumentou nos últimos dois anos, mostrando o crescente interesse pela arte. O galerista procura artistas cujas características se adaptem ao conceito da galeria: “geométrico, abstrato e concreto”. A exposição em cartaz é Paisagem Doméstica, de José Bechara, e a próxima exposição será do paulista, Cássio Vasconcelos, apresentando um trabalho de fotos polaroide. Além disso, o visitante pode comprar o livro A Casa, no qual Bechara conta sobre suas obras.

O centro Lurixs de arte contemporânea funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h e aos sábados das 16:30 às 19h, na Rua Paula Barreto, 77. 

Links: www.lurixs.com

Foto por Sarah Lemos

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Furnas incentivando novos talentos da cultura

Outubro 23, 2006 · Deixe um comentário

 Centro Furnas Cultural

Gisela Araújo e Hugo Leonardo

 

Por André de Almeida

O Espaço Furnas Cultural, localizado na Rua Real Grandeza, 219, há três anos exibe tanto obras de artistas consagrados como de jovens talentos. A empresa tem como política para o Espaço facilitar a difusão e a inclusão cultural. Mensalmente, um edital seleciona entre 8 a 12 novos artistas. Segundo a monitora do Espaço, Gisela Araújo, a preferência é por artistas que ainda não tenham tanta visibilidade, não havendo prioridade de técnica ou estilo:

- É preciso valorizar o bairro, a comunidade. O artista que não está na mídia precisa de espaços como esse para poder mostrar seu trabalho – explica ela.

Gisela afirma que as exposições de maior sucesso com o público são as o que o artista relaciona sua arte com fatos históricos ou que tenham cunho social.

Atualmente, o Espaço Furnas Cultural conta com duas exposições. “Entre Nós”, de Ana Lessa, expõe trabalhos construtivistas com metal. A ONG Nós do Cinema está exibindo “Olhos da Cidade”, mostra fotográfica feita pelos próprios alunos da organização. Nós do Cinema nasceu de uma iniciativa para compor o elenco do filme Cidade de Deus com moradores de baixa renda. Com o apoio dos cineastas Kátia Lund e Fernando Meirelles, formou-se a Escola de Educação Audiovisual Nós do Cinema. Hoje, eles contam com três centros de formação: um em Botafogo, com turmas de cinema e fotografia; um na Lapa, com turmas de artes cênicas; e um em São Gonçalo, com turmas de audiovisual.

“Olhos da Cidade” ainda conta com a exibição de alguns curtas-metragens produzidos pelo grupo. Todos os trabalhos visam a inclusão social dos alunos. Na última sexta-feira, estava sendo exibido o curta “Moisés de Ramos”, morador da favela da Grota que organiza eventos para a comunidade sem receber ajuda de nenhuma instituição. Hugo Leonardo, monitor da ONG e representante na exposição, afirmou:

- Trabalhar com arte é ver e pensar o mundo de forma diferente. “Entre Nós” foi aberta dia 13 e “Olhos da Cidade”, dia 18. Ambas as exposições terminarão no próximo dia 12. O Espaço Furnas Cultural funciona de terça a sexta-feira de 14 às 18 horas, e sábados, domingos e feriados das 14 às 19 horas.

Links:

http://www.nosdocinema.org.br

http://www.furnas.com.br/espaco_furnas_cultural.asp

Foto por Sarah Lemos

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