Estação Botafogo

Teatro inovador em Botafogo

Dezembro 1, 2006 · 3 Comentários

Cia De Teatro

Cia de Teatro Contemporâneo

por Vanessa Manhães

 

             A Companhia de Teatro Contemporâneo existe há oito anos e a cerca de dois anos e meio está localizada em Botafogo, na Rua Conde de Irajá. O grupo começou como um projeto pessoal de Dinho Valladares, atual diretor. Anteriormente chamado de O Circo, o projeto visava uma apresentação contemporânea de peças consagradas, mas com a formação da companhia as atividades se expandiram.

            A equipe conta com cinco integrantes, que além de atuarem nas apresentações, dão aulas de interpretação, expressão corporal e história do teatro. Não existe um método pedagógico fixo, cada professor desenvolve seu estilo. Os cursos não possuem uma duração determinada, como explica Dinho:

            - Nós incentivamos os alunos a pesquisarem e participarem ativamente das aulas. Queremos estimular a produção teatral tanto dos alunos quanto da companhia.

            Além das aulas, são organizados espetáculos e campeonatos de improvisação. Nesses campeonatos, a platéia decide qual ator teve a melhor performance. As apresentações ficam entre R$ 15 à R$ 20, e os outros eventos costumam custar R$10.

            Sem patrocínio, o grupo se sustenta com a verba das apresentações e dos cursos, o que atrapalha a divulgação e a implementação de novos projetos, segundo o diretor. Para dezembro estão programadas as seguintes peças: A ópera do malandro, As domésticas, Sonho de uma noite de verão e O bem amado.

            A Companhia de Teatro Contemporâneo fica na Rua Conde de Irajá, 253. As apresentações acontecem às sextas-feiras e aos sábados, das 18 às 22 horas.

 

Link: www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br

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Os Cinemas de Rua de Botafogo

Dezembro 1, 2006 · 1 Comentário

por Thiago Castanho de Carvalho

O bairro de Botafogo possui, entre suas muitas opções culturais, cinemas para todos os gostos. As opções são: o Espaço Unibanco, o Estação Botafogo, o Unibanco Arteplex e ainda as opções nos shoppings.

Bem no coração do bairro, na Rua Voluntários da Pátria, está localizado o Estação Botafogo. O local é parte do grupo Estação de cinemas e guarda a tradição e a magia dos cinemas de rua, que eram os únicos antes da chegada das grandes salas de exibição e dos shoppings. “Cinema na rua é muito melhor. É muito menos confusão”, disse Joana de Souza, comprando pipocas pouco antes de entrar na fila para assistir ao filme em exibição. “Você desce do seu prédio e não precisa se arrumar nem pegar carro. Em pouco tempo você já está assistindo ao filme”, completa.

Mais adiante, ainda na Voluntários da Pátria, situa-se o Espaço Unibanco de Cinema. O espaço é um reduto de cinéfilos e apreciadores do cinema mais artístico e menos comercial. Filmes nacionais e europeus estão sempre em cartaz por lá. É um dos únicos lugares onde se pode ver, por exemplo, “O Céu de Suely”, filme que foi o destaque do Festival do Rio de Cinema deste ano.

A aura “cult” e charmosa deve-se, ainda, à pequena pracinha interna que conta com uma cafeteria e uma livraria que dão um ar blasé ao local. Ainda assim, o despojamento impera como nos demais cinemas de rua. O estilo cultural, porém simples, garante público cativo.

Inaugurado a menos de um ano, o Unibanco Arteplex é um imenso espaço com salas de cinema, na Praia de Botafogo, perto do Botafogo Praia Shopping. Os filmes exibidos são aqueles chamados de “Cinema-Pipoca”, que tem mais comprometimento com a diversão do que com a arte. Por ser uma incrível opção de lazer para as famílias nos fins-de-semana, ocorre uma certa confusão de carros nesses dias no estacionamento rotativo ao lado. Não são raras as vezes em que só entra um carro quando outro sai. Passado o estresse do estacionamento, é só comprar um saco de pipocas e assistir a algum filme, sem muito compromisso.

Completando as opções estão ainda os cinemas dentro dos shoppings. São eles o Cinemark Botafogo dentro do Botafogo Praia Shopping e também os cinemas do Rio Sul e de Plaza Shopping.

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Mais que uma biblioteca

Dezembro 1, 2006 · Deixe um comentário

por André de Almeida

 

            A Biblioteca Popular de Botafogo Machado de Assis pertence à rede municipal de bibliotecas, antigo projeto da secretaria de cultura. Ela conta com um acervo de mais de 3000 obras, além de jornais, revistas e cerca de 150 filmes

em formato VHS. A biblioteca possui espaço para leitura, pesquisa e acesso à internet. Ao cadastrar-se, o usuário recebe um cartão do projeto BibliOn, que permite pesquisar na rede virtual, antes é preciso fazer um agendamento.

           

Ana Magalhães é administradora do local e, para ela, apesar da quase ausência de divulgação, a biblioteca recebe diariamente muitos freqüentadores. Ela disse:

           

            - Nós atendemos semanalmente quase 100 pessoas, entre empréstimos e devoluções, sem falar nos que lêem aqui mesmo.

 

            A administração disse que muitos alunos da rede pública de ensino fazem seus trabalhos escolares na biblioteca por não possuírem muitos recursos. O sistema BibliOn, com quase cinco anos, auxilia ainda mais esses jovens.

           

            No local são oferecidos, para os usuários, cursos de teatro, inglês, espanhol e artesanato. O espaço é aberto para artistas de Botafogo poderem apresentar músicas e poesias gratuitamente. A aposentada e moradora do bairro, Íris de Castro, acredita que a biblioteca é mais do que livros:

 

            - A biblioteca é muito boa. Eu leio pouco, mas agora faço artesanato e inglês aqui.

 

            Alguns usuários que fizeram se conheceram no lugar começaram a emprestar livros entre si, e Ana estuda uma forma de transformar essa prática num projeto. Desde a segunda quinzena de novembro, o local está fechado devido a obras. A administração informou que a biblioteca receberá cerca de 500 livros para o acervo, por isso é necessário uma reforma no espaço. O término das obras está previsto para o fim de dezembro.

           

            A biblioteca Popular de Botafogo está localizada na Rua Farani, 53, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Os cursos oferecidos custam entre R$10 à R$20. Para se cadastrar é preciso levar duas fotos 3×4, o documento de identidade e comprovante de residência. Nos casos de cadastro de menores de idade, o responsável legal deve ser o titular.

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Favela também é cultura

Dezembro 1, 2006 · Deixe um comentário

Dona Marta

Vista do morro Dona Marta

  Por Sarah Lemos Josué

Os moradores se referem à favela como Santa Marta por causa de uma igreja construída no alto do morro pelo Padre Veloso nos anos 30. O nome oficial, Dona Marta, possui duas versões. Uma delas afirma que o Padre Clemente (que originou o nome da Rua São Clemente) quis homenagear sua mãe que se chamava Marta, batizando o nome de um dos morros das suas terras com o nome dela. A outra versão diz que toda a localidade pertencia a uma senhora fazendeira de nome Marta que era chamada de Dona Marta, que continua sendo o nome mais usado, devido também ao crescimento de evangélicos na comunidade.

A favela ficou conhecida no mundo inteiro quando o diretor Spike Lee a escolheu para servir de cenário para o clipe “They don’t care about us” de Michael Jackson, em 1995. Outros dois momentos marcantes foram a guerra entre os traficantes Cabeludo e Zaca nos anos 80 e a prisão de Marcinho VP em 2000.

            A empregada doméstica Cleonice da Costa diz que os próprios moradores organizam suas atividades já que “ninguém tem condição de ir aos mesmos lugares que os outros moradores de Botafogo. O governo não ajuda”. Segundo ela há a quadra do G.R.E.S. Mocidade Unida de Santa Marta, na Rua Jupira, 72, onde acontecem as principais atividades desportivas, culturais e sociais da favela, desde o ensaio da escola de Samba até o Baile Funk, um dos melhores da zona sul, que foi proibido pela Policia Militar. Poucos metros acima, está localizado o espaço onde as crianças gostam de jogar futebol e taco, o Cantão. No alto do morro, está o campinho, que é uma quadra de futebol de areia e o mais tradicional da praça esportiva, o campo do tortinho, localizado atrás do palácio da cidade.

Na próxima sexta-feira, dia 1º de dezembro, vão se apresentar no Bar do Jorginho os grupos “Filhos de Marta”, de chorinho e “Se Risca Pega Fogo” de forró. O Bar fica no final da Rua Oswaldo Seabra, no pico do morro. O evento começa às 15 horas e a entrada é gratuita.

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Casarões como centros culturais em potencial

Dezembro 1, 2006 · Deixe um comentário

Casarão

 Casarão onde funcionará o Projeto Daros

por Sarah Lemos Josué

 

Botafogo é conhecido como “bairro de passagem”. As duas avenidas principais, São Clemente e Voluntários da Pátria, fazem uma ligação estratégica entre diversos bairros da zona sul com o Centro, causando nos horários de pico, um trânsito intenso.

Por outro lado, possui três grandes shoppings, seis cinemas, a casa de show mais tradicional da cidade, o Canecão, diversos bares e boates como o Drinkeria Maldita e a Casa da Matriz. Também tem crescido a quantidade de teatros e centros culturais, como a Casa de Rui Barbosa, o Teatro Poeira, o Museu do Índio e o Tempo Glauber.

 

O bairro possui muitos casarões com potencial para virar espaços de difusão de arte e cultura, como o que está localizado na Rua General Severiano, onde funcionava o Colégio Anglo-Americano até 2003. Agora o casarão tombado dará lugar a um centro de arte latino-americano, a Casa Daros. O projeto é do arquiteto Paulo Mendes da Costa e contará com cerca de mil obras de cem artistas latino-americanos, além de palestras e exibição de filmes. A Casa Daros será um grande presente para o bairro, além de estreitar o contato dos brasileiros com a cultura dos nossos vizinhos.

 

Um outro casarão, de 1910, localizado na Rua Conde de Irajá 253, entre a Voluntários da Pátria e a São Clemente inaugurou a nova sede da Cia. de Teatro Contemporâneo. O lugar é composto de uma sala para apresentação de cem lugares e um bar com área a céu aberto. A aquisição do novo espaço permitirá que a Cia. desenvolva suas atividades de pesquisa de linguagem, além de aulas de teatro, dança, canto e demais atividades artísticas para suas peças. Os membros da Cia. pretendem fazer do espaço um pólo gerador de manifestações artístico-culturais inovadoras.

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Canecão: Ontem, hoje e amanhã

Dezembro 1, 2006 · Deixe um comentário

por Thiago Castanho de Carvalho

               

Grandes shows que marcaram a música e até a História do país já foram apresentados no bairro de Botafogo. É impossível falar em espaços de shows no Rio sem citar o famoso Canecão.

A casa, inicialmente, foi criada em 1967 para ser uma grande cervejaria, mas não demorou muito tempo até que encontrasse sua verdadeira vocação. Na época em que o mundo, o Brasil e o Rio de Janeiro fervilhavam culturalmente, o Canecão deu espaço à música brasileira que é, até hoje, um dos maiores produtos de exportação do país.

Em dois anos, a casa de shows já havia abrigado apresentações de nomes como Elis Regina, Vinicius de Morais, Tom Jobim, Clara Nunes e Eliseth Cardoso. Marca registrada dos primeiros anos foram também os bailes de carnaval. Mesmo sendo um espaço conceituado e moderno, seus donos, em 1969 decidiram modernizá-lo ainda mais. Para isso, foram comprados projetores de cinema e sistemas de som e de luz de primeiríssima geração para a época.

Depois de o Canecão sediar uma parte importante da história cultural brasileira, Ronaldo Bôscoli, grande nome da Bossa Nova, diria: “Aqui se escreve a História da Música Popular Brasileira”. A frase, feita em um momento emocionado de Bôscoli, é ainda hoje ostentada com orgulho na entrada da casa.

Mas não só de espetáculos nacionais viveu a casa. Por lá já passaram grandes nomes da música estrangeira e também apresentações circenses. Orquestras, Grupos de dança e cantores como James Brown marcaram presença no mais famoso palco do Brasil. Além disso, aquele palco nunca teve o compromisso de ser elitista ou de ser estritamente artístico, tendo aberto espaço para grupos populares e, em alguns casos, para músicos e grupos mais comerciais, de qualidade duvidosa.

 

A ecleticidade da casa continua presente como se percebe na apresentação de dança com Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo a ser realizada ainda este ano e também com espetáculo teatral “Terça Insana”, sucesso em São Paulo, que chega ao Rio em breve.

 

O Canecão fica na Avenida Venceslau Brás, 215.

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Um templo para um grande cineasta

Dezembro 1, 2006 · Deixe um comentário

por André de Almeida

 

            Fundado há mais de 15 anos para ser um centro de estudos da obra de Glauber Rocha, o Templo Glauber é uma boa opção para os cinéfilos cariocas. A instituição, que é administrada pela família do cineasta, fica num casarão de Botafogo. A atual sede foi doada pelo INSS e precisou passar por diversas reformas estruturais. Lúcia Rocha, responsável pelo espaço, conta que todo o telhado estava prestes a cair.

 

            O Templo Glauber possui um grande acervo que conta com filmes originais, roteiros, prêmios e até uma mesa de montagem usada pelo cineasta. Contudo, o espaço não se limita a ser um museu, há também cursos de cinema e palestras. O espaço realiza projeções de filmes semanalmente, tanto de Glauber quanto de outros autores, que pertençam preferencialmente ao Cinema Novo.

 

            A cinegrafia de Glauber Rocha será restaurada e digitalizada
em breve. Filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” estão em fase final de produção. Lúcia Rocha disse:

            - Com a tecnologia atual, podemos restaurar e até colorir os filmes antigos. Isso vai ajudar na divulgação do espaço e da própria obra.

 

            A instituição oferece cursos de montagem, trilha sonora e roteiro para cinema. Os cursos duram, em média, um ano e as aulas acontecem duas vezes por semana. As projeções de filmes ocorrem terças e quintas-feiras, a partir das 19 horas, a entrada custa R$ 10. O Templo Glauber fica na Rua Sorocaba, 190, ao lado do Museu Villa-Lobos, e permanece aberto de segunda a sexta-feira, das 10 às 20 horas.

 

Link: http://www.tempoglauber.com.br/

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Festival e reformas no Museu Villa-Lobos

Dezembro 1, 2006 · 1 Comentário

Por Vanessa Manhães

            De 13 a 26 de novembro, o Museu Villa-Lobos promove o 44° Festival Villa-Lobos. A homenagem acontece anualmente na semana em que o maestro faleceu. Depois de sua morte, em novembro de 1959, todo o seu acervo passou para a guarda do museu. Durante 25 anos foi dirigido por Arminda Villa-Lobos, sua esposa.

            Nem sempre o museu esteve na Rua Sorocaba, no bairro de Botafogo, antes se localizava no antigo Palácio da Cultura, no Centro do Rio. Somente em 1986 o museu passou a funcionar em Botafogo, após longos pedidos para a mudança de localização. No antigo prédio, o museu não possuía tanta visibilidade, já que ficava no 9° andar.

            O espaço conta com um acervo vasto e variado, entre: partituras, correspondências, recortes de jornais, programas de concertos, fotografias, livros, objetos pessoais e instrumentos musicais de Villa-Lobos. Podem ser marcadas com antecedência visitas orientadas.

            O público do museu é composto basicamente por estudantes e pesquisadores de história e musica. Apesar de restrito, o movimento tem crescido:

            - Na época do Festival Villa-Lobos, os moradores acabam se interessando mais pelo museu. Todo ano tem aumentado o movimento, mas poderia ser melhor – explica Cristina Mendes, museóloga.

            Atualmente, a sala de exposições está fechada, pois serve de depósito para o acervo da biblioteca que passa por reformas no mobiliário. A administração também prevê digitalizar todas as fotos, partituras e documentos do acervo para facilitar a pesquisa. Pretende-se restaurar o espaço físico do museu ainda em 2007.

            A instituição conta com o apoio da Associação Brasileira de Música (ABM) e a Associação de Amigos do Museu Villa-Lobos (AAMVL). Através dos recursos da ABM e da AAMVL, o museu promove concursos, concertos, saraus e o Festival Villa-Lobos, além de contar com ajuda para divulgação.

            O museu Villa-Lobos fica na Rua Sorocaba, 200, e funciona de segunda a sexta-feira de 10 às 17h 30min. A Administração funciona das 9 às 18 horas, onde os agendamentos para pesquisa podem ser feitos. A entrada para o 44° Festival Villa-Lobos custa R$ 5, associados, estudantes e idosos pagam meia entrada.

Link: www.museuvillalobos.org.br

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Novo sistema de climatização da Biblioteca Rui Barbosa

Novembro 13, 2006 · 2 Comentários

Biblio Rui

 Biblioteca Rui Barbosa

Por Sarah Lemos Josué 

             

           Para conservar melhor as 37 mil obras guardadas na Biblioteca Rui Barbosa, a Fundação Casa de Rui Barbosa implantou um projeto de controle ambiental. Trata-se de um novo sistema de climatização que controla os níveis de temperatura e umidade para a preservação do acervo e para a melhoria das condições de conforto dos visitantes.O novo projeto foi realizado em parceria com o Getty Conservation Institute e com o patrocínio da Fundação Vitae.

Shin Maekawa, cientista do Instituto de Conservação Getty (Los Angeles), supervisionou a etapa final de instalação do sistema. O pesquisador vem desenvolvendo, desde os anos de 1980, pesquisas de sistemas alternativos para controle ambiental de edifícios históricos situados nas regiões tropicais quentes e úmidas. “Este acervo merece um tratamento especial. O calor e a umidade acelerariam o processo de deterioração dos livros”, diz Claudia Altschuller, da assessoria de comunicação do museu.

Os freqüentadores aprovaram a idéia. Mariana Antunes, de 73 anos, visitava o museu quando soube da novidade. Mostrou-se entusiasmada. “É sempre bom cuidar do passado”, disse. “As futuras gerações poderão ter acesso a isso tudo”, completa a visitante.A Biblioteca está localizada no edifício histórico que foi residência de Rui Barbosa. A coleção bibliográfica do jurista vem sendo mantida em seu lugar de origem desde que ele habitava a casa.

Foto por André de Almeida

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Botafogo se transforma na nova Cinelândia

Novembro 13, 2006 · 1 Comentário

Arteplex

Sala de cinema do Unibanco Arteplex

por Vanessa Manhães

O espaço Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, comemora em novembro um ano e meio de funcionamento. Construído no lugar dos antigos cinemas Coral e Scala, ele é um conjunto de seis salas com capacidade para 1014 pessoas. Apesar de ser um cinema de rua, todas as salas têm o formato stadium e salas em degraus, de tal forma que, de qualquer local que você esteja, a visibilidade é perfeita. Usualmente, essas configurações são utilizadas em cinemas de shopping centers.

A programação é diversificada, misturando lançamentos cinematográficos mundiais com filmes nacionais, latino-americanos e europeus, exibidos normalmente fora de circuito. Botafogo foi escolhido por possuir um publico variado, que se adequa a proposta inicial das exibições. Além disso, tem boa disponibilidade de transporte público. Segundo Adriana Gomes, gerente administrativa do espaço, o local é freqüentado desde idosos a estudantes:- O Arteplex é visitado por moradores de todo o Rio, de diferentes faixas etárias e classes sociais.Para ela, Botafogo vem ocupando o espaço que antes pertencia a Cinelândia, por reunir diversos cinemas. O espaço ainda dispõe de livraria, bistrô, fotogaleria, bombonière e auditório . O sucesso é tamanho que já existem planos de expansão:- Queremos que o Arteplex ofereça um serviço que beire à perfeição. Já temos propostas de construir novas salas na cidade – explica Adriana.O Unibanco Arteplex está localizado na Praia de Botafogo, 316. Funciona de segunda a sexta-feira das 12 às 23 horas, e sábados e domingos das 10 à meia-noite. Os clientes Unibanco recebem 50% de desconto na compra do bilhete. 

Link: http://www.unibancoarteplex.com.br/rio_de_janeiro.htm

Foto por André de Almeida

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